Sunless Sea: O mundo abaixo do mundo

É difícil, hoje em dia, encontrar algum jogo casual que não seja roguelike com dificuldade absurda ou que não seja uma adaptação de jogo celular baseado em algum tipo de puzzle. Lembro que muitos anos atrás um amigo me apresentou um jogo de exploração via browser chamado Echo Bazaar, hoje em dia conhecido por Fallen London.

Era um jogo baseado em descrições de cenários e situações, nas quais o jogador podia definir o que fazer e lidar com as consequências de suas ações. Quase um RPG, mas com foco narrativo e sem game over. Joguei por muito tempo, até que parei para me concentrar em outras coisas. Ano passado eu lembrei da existência dele e fui procurar para ver se ainda existia, e me deparei com uma agradável surpresa: Failbetter Games, a empresa responsável, estava lançando um jogo “de verdade” agora, ambientado no mesmo cenário de Fallen London, mas expandindo a área para além da cidade caída.

Bem-vindos ao MAR SEM SOL.

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Retorno glorioso: Wasteland 2 e rpgs isométricos

Wasteland 2 marcou o retorno de uma época gloriosa, que teve seu momento mais alto nos 90. Faz tempos que rpgs isométricos foram esquecidos, até que a febre do Kickstarter tirou várias desenvolvedores da inércia e empurrou times compostos por pessoas lendárias (e que você provavelmente nunca ouviu falar) de volta para o mercado, trabalhando em um gênero de jogo que todos consideravam morto.

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Apesar de não ter sido o primeiro jogo do tipo a ser lançado (o não tão bom Shadowrun Returns foi lançado ano passado, e esse ano tivemos Divinity: Original Sins), a equipe de Wasteland foi a primeira a anunciar o desejo de fazer um rpg isométrico no Kickstarter (e conseguir alguns milhões com isso).

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Divinity: Original Sin, moderno, mas oldschool

Depois de quase 2 meses em uma correria infernal, há finalmente tempo para falar do meu mais novo amor no mundo dos jogos…

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Eu joguei algumas horas do beta, durante o Alpha Access do Steam, e depois passei todas as minhas horas livres no mundo desse jogo. Somei coisa de 40h de jogo apenas, mas acho que é o suficiente para opinar sobre o quão divertido Original Sin consegue ser. Porém, para falar dele, serei obrigado a falar de algo mais antigo.

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Alma Negra retorna: Dark Souls 2

Muito tempo sem postar nada por duas razões: trabalho em excesso e Dark Souls 2. E eu gostaria de terminar o jogo antes de formar uma opinião completa sobre ele, mas isso se torna cada vez mais um sonho distante enquanto a falta de tempo aumenta, portanto falarei sobre o que vi até agora, enquanto completo quase 50 horas de jogo.

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Aviso: alta possibilidade de spoilers. Se quiser ler sobre Dark Souls 1, clique aqui.

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O Guardião Cego pede: Sacred 2

Com o recente anúncio de que Sacred 3 será lançado no verão deste ano (seguindo o clima do hemisfério norte) e a publicação de um trailer (que muito provavelmente será a intro) mostrando os personagens em ação, senti a necessidade de retornar ao jogo anterior da série e falar um pouco sobre este excelente, mas bugado, ARPG, que invoca um feeling de rpg oldschool meio raro atualmente.

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O jogo saiu para PC, X360 e PS3, mas eu vou comentar apenas sobre a versão de computador por ser a única que joguei (e a única em que os bugs foram parcialmente arrumados).

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Finalmente joguei Max Payne 3: BRBRBRBR e…

Apesar de ter saído em 2012 e estar na minha lista de jogos há quase seis meses (comprado em uma promoção do Steam), só foi possível aproveitar esse jogo agora no fim do ano. Como grande fã de Max Payne 1 e 2 (e considero que Max Payne 2 é um dos melhores jogos de ação já feitos), era inevitável meu retorno para a série. Porém, minha opinião sobre o terceiro título foi mista (mas não necessariamente ruim), e é sobre isso que vou falar.

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Exilando-se: primeiras impressões de Path of Exile

Path of Exile foi um nome que ressoou bastante ao longo do ano. É um mmo indie, mas que também é um arpg aos moldes oldschool (Diablo 1, no caso), e ao mesmo tempo é f2p. Mais cedo neste ano tivemos um open-beta do jogo, e dia 23 de outubro o jogo foi oficialmente lançado.

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Tendo jogado no beta e na semana do lançamento oficial, vim aqui falar (um pouco atrasado) as minhas primeiras impressões do jogo.

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Blizzard distribuindo Blackthorne de graça

Pessoas que nasceram antes dos anos 90 devem se lembrar daquela época em que empresas estranhas faziam títulos sem sentido, mas que eram absurdamente divertidos (e que tinham conceitos bem tr00s). Blizzard, há muito tempo, foi uma dessas empresas. Responsável por alguns clássicos que poucas pessoas conhecem (ou lembram) hoje em dia, como Rock ‘n Roll Racing (o mais pop) e Lost Vikings, naquele tempo ela investia seu tempo em outras coisas além de Diablo-Starcraft-Warcraft. E isso era bom.

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Para quem quiser reviver um pouco a GLÓRIA DO PASSADO, agora é mais fácil: Blizzard liberou de graça o download de Blackthorne. Basta entrar na Battle.net, fazer seu login, clicar em “Download de jogos” (ou “Download Game Clients”, se estiver em inglês) no menu da direita e, lá no fim, estará Blackthorne.

Para quem não conhece, Blackthorne é um jogo de plataforma que, basicamente, consistem em um sujeito badass com uma shotgun estourando orcs enquanto salva pessoas. Nada mais.

Deixo aqui um longplay do jogo tirado do youtube:

Bem tr00.